Portaria DETRAN-BA nº 105, de 27 de fevereiro de 2026
Acrescentar na Portaria DETRAN nº 87/2021 o Anexo VI — requisitos técnicos e operacionais para plataformas de gestão de pátios e leilões veiculares — e o Anexo VII — especificações técnicas para validação avançada de chassi (OBD/UDS/DoIP).
As empresas já credenciadas que prestam serviços de remoção, guarda de veículos, gestão de pátios e suporte técnico aos leilões públicos, e as ECVs terão prazo de 90 dias para adequação aos novos requisitos.
Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
A plataforma deverá ser fornecida no modelo Software como Serviço (SaaS), em ambiente de nuvem, abrangendo o ciclo de vida completo do veículo — do recolhimento até a destinação final (liberação ou leilão).
- Gestão de pátio veicular: controle de entrada/saída, ocorrências, localização, emissão de GRV e GGV, integração com órgãos de trânsito;
- Gestão de leilões: criação, configuração e execução de leilões (online, presenciais e híbridos), gestão de lotes, lances, habilitações e recursos;
- Módulo financeiro: taxas de pátio, comissões, pagamentos e repasses com múltiplas formas de pagamento;
- Portal de acesso: interfaces por perfil (administradores, leiloeiros, comitentes, arrematantes, órgãos públicos);
- Conformidade LGPD: total conformidade em todas as operações e funcionalidades.
- Infraestrutura: provedor de nuvem hyperscaler com Infraestrutura como Código (IaC);
- Rede (VPC): ambientes isolados, sub-redes públicas e privadas, Security Groups e Network ACLs;
- Contêineres: orquestração gerenciada (ECS, Kubernetes) com execução serverless (Fargate);
- Banco de dados: relacional gerenciado com alta disponibilidade (Multi-AZ) e PITR;
- Segurança arquitetural: WAF, rotação de segredos, segregação de ambientes, IAM com menor privilégio.
- Desempenho: tempo de resposta ≤ 2 segundos; suporte a mínimo 1.000 usuários concorrentes;
- Disponibilidade: SLA mínimo de 99,8% mensal;
- Escalabilidade: horizontal automática para picos de acesso;
- Segurança: LGPD, criptografia TLS 1.2+, proteção OWASP Top 10, RBAC;
- Manutenção: janelas programadas com aviso mínimo de 48 horas.
- Criptografia de todos os dados sensíveis em trânsito e em repouso;
- Controle de acesso com menor privilégio — acesso restrito ao DETRAN/BA por autorizados;
- Gestão contínua de vulnerabilidades;
- Logs detalhados e imutáveis de todas as ações críticas;
- Mecanismos LGPD: consentimento, acesso, correção e exclusão de dados pelo titular;
- Proteção contra SQL Injection, XSS e CSRF.
- DETRAN e órgãos de trânsito — consulta de veículos, comunicação de eventos e sincronização;
- PNCP (Portal Nacional de Contratações Públicas) — publicação de leilões judiciais;
- Gateways de pagamento;
- Emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e);
- APIs RESTful abertas (padrão OpenAPI Specification).
- Monitoramento de infraestrutura (CPU, memória, disco, rede);
- APM — métricas de performance da aplicação;
- Logs centralizados e buscáveis (ELK Stack, CloudWatch);
- Alertas proativos para falhas e atividades suspeitas;
- Trilha de auditoria imutável com acesso ao DETRAN/BA.
- Cada lance recebido em leilão;
- Fechamento de cada lote (resultado);
- Pedidos de habilitação e suas aprovações;
- Emissão da GRV (com hash, chassi criptografado, data/hora, motivo e responsável);
- Saída do veículo do pátio — liberação ou venda em leilão;
- Decisões sobre impugnações ao edital — com acesso público e hash do documento.
O sistema eletrônico de validação de chassi constitui mecanismo obrigatório aplicável a todos os veículos submetidos à vistoria. O módulo OBD integra obrigatoriamente o sistema e deve ser executado sempre que tecnicamente possível.
A implantação pode ser escalonada — iniciando por veículos leves e estendendo-se progressivamente — sem prejuízo da obrigação de disponibilização do módulo na solução homologada.
- Operação via dispositivo móvel conectado por 5G, Bluetooth ou Wi-Fi;
- Conector padrão ISO 15031-3 (OBD-II 16 pinos) ou compatível;
- Compatibilidade com: ISO 9141, ISO 14230 (KWP2000), ISO 15765 (CAN), SAE J1850 VPW/PWM.
- Leitura de DTCs (ativos e históricos);
- Parâmetros eletrônicos, sensores e status OBD;
- Identificação automática de marca, modelo, ano e motorização;
- Extração automática do VIN eletrônico quando disponível.
O VIN deve ser capturado preferencialmente por câmera. Na impossibilidade, admite-se inserção manual com motivo padronizado registrado, evidência de tentativa e vinculação à sessão e ao vistoriador.
- ECM/PCM (motor/powertrain) — prioridade 1;
- TCM (transmissão), BCM (carroceria), ABS/ESP, SRS/Airbag;
- IC/Cluster (painel), Gateway, Imobilizador.
Cobertura mínima: leitura do VIN em pelo menos 2 módulos dentre os acessíveis.
- VIN divergente: registrar no laudo, coletar ciência eletrônica e classificar criticidade (baixa/média/alta);
- VIN com restrição impeditiva: gerar evento crítico, impedir encerramento automático e transmitir alerta ao DETRAN/BA com trilha inviolável (VIN, módulo, ECV, vistoriador, data/hora, IP, geolocalização, hash da sessão).
O sistema deve identificar indícios de captura por reprodução secundária, classificar o risco, registrar score e impedir a conclusão quando classificado como alto risco.
Ambiente certificado ISO 27001. Manutenção de logs por mínimo de 5 anos. Logs incluem: usuário, ECV, IP, data/hora, placa/chassi, equipamento, firmware, módulos consultados e eventos críticos.